Tipos de FAVs

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Uma fístula arteriovenosa é criada conectando uma artéria e uma veia embaixo da pele. O fluxo de sangue da artéria aumenta a pressão dentro da veia fortalecendo as paredes da veia – tornando-a uma “super-veia” – e fazendo com que elas suportem as agulhas usadas para hemodiálise.

Ou seja, a conexão entre a artéria e a veia feita na cirurgia proporciona uma condição para aquela veia se desenvolver. Esse desenvolvimento demora alguma semanas, e não é dependente unicamente da conexão feita, mas também de condições próprias de cada paciente.

As FAV são os acessos preferidos para diálise de longo prazo porque tem taxas menores de complicações como infecção e trombose, resultando em menos hospitalizações.

Comumente as FAV são confeccionadas nos antebraços, podendo ser no punho ou na dobra do cotovelo, sempre tentando evitar operar o braço dominante para que o paciente tenha mais conforto durante as 3 a 4 horas das sessões de hemodiálise.

As FAVs mais comuns são:

FAV Radio-Cefálica

É confeccionada pela conexão da artéria radial com a veia cefálica perto do punho através de um pequeno corte de 3cm de comprimento.

Costuma ser a 1ª escolha para ser confeccionada porque preserva os vasos sanguíneos maiores que ficam acima do cotovelo. Por serem vasos menores, nem sempre é possível aproveitá-los. O ideal é que tenham um bom diâmetro (> 3mm), mas já tivemos sucesso com vasos de até 2mm de diâmetro.


FAV Braquio-Cefálica

É confeccionada pela conexão da artéria braquial com a veia cefálica ao nível da dobra do cotovelo.

A artéria braquial é a principal artéria do braço, tem um bom calibre e alto fluxo de sangue.

A veia cefálica neste local também é calibrosa em muitas pessoas, e tem um bom comprimento, pois segue ao longo de todo o braço até o ombro.

Por todas essas características, esta FAV tem maior facilidade de maturação, suas punções são cômodas e permite altos fluxos durante a hemodiálise. Preferimos fazer esta cirurgia através de uma incisão (corte) sobre a marca da dobra da pele no cotovelo para que a cicatriz fique bem discreta.


FAV Braquio-Basílica

É confeccionada pela conexão da artéria braquial com a veia basílica.

A artéria braquial é a principal artéria do braço, tem um bom calibre e alto fluxo de sangue.

A veia basílica é uma veia tão longa quanto a cefálica, mas que fica mais profunda na parte interna do braço.

Essa localização ajuda a preservá-la porque raramente ela fica visível, poupando-a de picadas para coleta de sangue ou injeção de medicações.

Essa mesma posição mais escondida nos obriga a ter um pouco mais de trabalho na cirurgia da FAV, pois devemos colocar a veia numa nova posição no braço: mais superficial e menos interna (chamamos de ”manobras de superficialização e anteriorização”).

Essas manobras podem ser feitas no mesmo momento que a FAV é confeccionada, ou numa segunda cirurgia – 4 a 6 semanas depois – quando a veia basílica já se mostrar maturada. Esse tipo de FAV é uma das primeiras escolhas quando a pessoa não tem boas veias cefálicas.


FAV Braquio-Axilar com interposição de Prótese

É confeccionada pela interposição de um tubo plástico semelhante a uma mangueira – prótese – entre a artéria braquial e a veia axilar.

A artéria braquial é a principal artéria do braço, tem um bom calibre e alto fluxo de sangue.

A veia axilar é uma veia profunda do braço que tem grande diâmetro, pois recebe a quase totalidade da drenagem de sangue do membro.

A prótese é colocada logo abaixo da pele para fazer o papel de uma veia superficial como a cefálica ou a basílica.

As FAV com prótese tendem a trombosar (formar coágulos que interrompem a passagem do sangue) e infeccionar com mais frequências do que as FAV com veias da própria pessoa, portanto optamos pelo uso da prótese somente se a pessoa não tiver veias superficiais adequadas. Comumente fazemos 2 incisões (cortes) bem discretos: um sobre a marca da dobra da pele no cotovelo para conectar a prótese com a artéria, e outro na parte interna do braço bem próximo à axila para conectar a prótese com a veia.


Para cada pessoa haverá uma FAV mais apropriada, e o planejamento individualizado é imprescindível para que a cirurgia seja segura e bem sucedida.

(71) 3033-5803 / (71) 98344-2113

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